O New Orleans Hornets resolveu mudar de nome na próxima temporada. O time se chamará Pelicans, e será o fim da abelhinha em New Orleans. Mas por que a equipe resolveu trocar uma marca consolidada por outra que começará do zero.
O Hornets entrou na NBA em 1988 quando ainda tinha sede em Charlotte.
Logo o time chegou ao gosto do povo não só da cidade como do mundo
inteiro junto com a expansão da NBA para o mundo. No Brasil, o boné com a
foto da abelha e uma cor indefinível entre o azul e o verde.
Em 2002, a franquia resolveu mudar-se para New Orleans. O seu
proprietário a época George Shinn teve vários problemas em Charlotte
incluindo acusações de estupro, com isso e sua insatisfação com o
Coliseum e a negativa da cidade em construir uma arena fizeram ele optar
pela mudança.
A decisão de manter o nome Hornets foi bastante elogiada, mas o nome
nada tinha a ver com a nova cidade. Mas sempre houve murmúrios sobre uma
possível mudança no nome para trazer mais identidade entre a franquia e
a cidade.
O novo dono da equipe, Tom Benson, resolveu então colocar em prática
esse plano. A ideia inicial era “comprar” o nome Jazz, mas Utah
recusou-se a mudar seu nome (O primeiro time de New Orleans foi o Jazz
que posteriormente mudou-se para Salt Lake City).
Depois de longa pesquisa foi escolhido o nome “Pelicans”, já que o
pelicano marrom é a ave símbolo do estado da Louisiana onde fica New
Orleans. No dia 24 de janeiro foi confirmada a mudança que entrará em
vigor na temporada 2013-14. As novas cores serão azul, dourado e
vermelho pertencentes a bandeira do estado da Louisiana.
Com isso, o time tentará atrair mais torcedores da cidade e do estado
mantendo os torcedores que a franquia acumulou em seus 25 anos de
existência. Mas será se essa tática funcionará?
A cidade de Charlotte tem um novo time, o Bobcats. E já existem
rumores de o nome HORNETS voltar à cidade. Outros rumores ocorrem depois
da compra do Sacramento Kings por um consorcio de Seattle que poderia
ressuscitar o nome “Supersonics”.
A ideia de associar nome a cidade não é nova, mas a troca de cidade
mantendo o nome também não é. Nem a prática exercida pelo agora
Pelicans. Em 1995, o Washington Bullets mudou seu nome para Wizards pois
o nome era considerado muito ofensivo e violento.
Dos 30 times atuais da NBA apenas 14 mantém o seu nome e cidade desde
a inauguração (Boston Celtics, New York Knicks, Toronto Raptors,
Charlotte Bobcats, Miami Heat, Orlando Magic, Chicago Bulls, Cleveland
Cavaliers, Indiana Pacers, Milwaukee Bucks, Minnesota Timberwolves,
Portland Trail Blazers, Phoenix Suns e Dallas Mavericks).
Portanto, a mudança é uma prática comum na NBA, mas nem sempre tem
sido feita da forma correta. Eu sou a favor das mudanças, mas acredito
que deveriam haver regras mais rígidas para isso.
Várias soluções podem ser tomadas. Uma seria associar o nome a cidade
e aquele nome só poderia ser usado naquela cidade e se outro time
viesse para essa cidade ou usaria aquele nome ou criaria um novo nome.
A solução menos drástica seria, e por mim a mais correta, estabelecer
um tempo mínimo para a equipe ficar em uma cidade ou com um nome. 10
anos seria um prazo razoável para a franquia ficar na cidade e só
poderia mudar de nome se mudasse de cidade.
Os donos do New Orleans foram corajosos em admitir que uma marca
conhecida no mundo inteiro como o Hornets não tem nada a ver com a
cidade e não atrai torcida para eles. Criar um novo nome com uma
identidade mais próximo é uma solução interessante, mas arriscada.
Um torcedor do Hornets automaticamente seria torcedor do Pelicans? Em
um mundo mais globalizado não basta se contentar no mercado local e sim
nacional e quem sabe mundial. Se o Bobcats retomar o nome Hornets, não
seria previsível esses torcedores migrarem de volta ao time de
Charlotte?
Hoje, o Hornets é apenas a 28ª franquia mais valiosa da NBA à frente
apenas de Bobcats e Bucks de acordo com a revista Forbes. Logo, os donos
da equipe pensaram em fazer alguma coisa para mudar essa visão já que a
simpática abelhinha estava perdendo valor. O pelicano pode ser a
salvação financeira para o time mesmo em um mercado pequeno.


