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terça-feira, 16 de julho de 2013

Um Homem de (muita) sorte


O sorriso de um homem que sabe que ganha mais do que merece



O Boston Celtics queria renovar o seu elenco para temporada 2013/14 enquanto o Brooklyn Nets queria duas estrelas para poder brigar pelo título da NBA o quanto antes. Para isso as duas equipes acertaram uma troca que levou Paul Pierce e Kevin Garnett para Nova Iorque, mas o grande vencedor foi Keith Bogans.

Bogans é um ala-armador de 33 anos que foi escolhido na 46ª posição do Draft de 2003 e passou por seis equipes sem deixar saudades em nenhuma delas até chegar ao Nets  no final da temporada regular 2011/12 onde atuou em 79 partidas até junho deste ano.

Mas o interessante é saber como um jogador que tem média de 4.2 pontos por partida e 38% de aproveitamento nos arremessos conseguiu passar de um salário de U$ 1,2 milhões ( e U$ 1,4 milhões de média em 10 anos na NBA) para U$ 5 milhões.

Uma das exigências do Celtics para aceitar a negociação foi a inclusão de Jason Terry na troca e para conseguir balancear os salários de ambas as equipes o Nets teria que enviar um contrato expirante para Boston, mas a equipe não tinha ninguém nesta situação. Foi aí que Bogans entrou na jogada.

O jogador tinha encerrado seu contrato com a equipe de Brooklyn e era um free agente irrestrito, mas o staff da equipe pensou em uma solução prática para concretizar a troca. O Nets propôs uma sign-and-trade com Bogans dando a ele o salário multimilionário. 

A história de Bogans seria como a de apenas mais um jogador que recebe muito mais do que merece como tantos outros nos esportes ao redor do mundo, mas ainda há uma peculiaridade maior nesse acordo.

Segundo as novas regras de salário da NBA o aumento dado a ele por via sign-and-trade não poderia ser tão alto. Por exemplo, dentro das novas regras o aumento que Bogans poderia receber seria de “apenas” 300 mil dólares.

Mas um detalhe fez de Bogans o jogador mais sortudo da NBA nesta temporada. Ao ser contratado pelo Nets em 2012, mesmo atuando apenas cinco partidas, o jogador passou dois anos sem mudar de equipe na NBA e, pelas regras, é considerado que ele atuou duas temporadas inteiras em Brooklyn.

Essa exceção abriu a possibilidade do Nets poder reassinar como ele por U$ 5 milhões e então trocá-lo para o Celtics. A sorte de Bogans fez com que ele ficasse mais rico e também ajudou o Nets a conseguir Pierce e Garnett e o time de Boston terá o contrato aspirante que tanto almejava além das outras variáveis envolvidas na troca.

RESUMO DA TROCA:

Celtics receberam: MarShon Brooks, Kris Humphries, Keith Bogans, Kris Joseph, Gerald Wallace e as escolhas de primeira rodada de 2014, 2016 e 2018.

Nets receberam: Paul Pierce, Kevin Garnett, Jason Terry e DJ White

terça-feira, 2 de julho de 2013

Apresentação

Olá, amigos!

Depois de vários anos escrevendo sobre NBA em diversos blogs de várias pessoas resolvi criar esse blog para falar sobre basquete contando, em formas de colunas, várias histórias e analisando o que de melhor (e pior) ocorre na maior liga do esporte no mundo.

Espero que vocês gostem das coisas que eu escreverei por aqui.


Obrigado pela atenção,


George Raposo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Hornets é agora Pelicans

O New Orleans Hornets resolveu mudar de nome na próxima temporada. O time se chamará Pelicans, e será o fim da abelhinha em New Orleans. Mas por que a equipe resolveu trocar uma marca consolidada por outra que começará do zero. 



O Hornets entrou na NBA em 1988 quando ainda tinha sede em Charlotte. Logo o time chegou ao gosto do povo não só da cidade como do mundo inteiro junto com a expansão da NBA para o mundo. No Brasil, o boné com a foto da abelha e uma cor indefinível entre o azul e o verde.


Em 2002, a franquia resolveu mudar-se para New Orleans. O seu proprietário a época George Shinn teve vários problemas em Charlotte incluindo acusações de estupro, com isso e sua insatisfação com o Coliseum e a negativa da cidade em construir uma arena fizeram ele optar pela mudança.

A decisão de manter o nome Hornets foi bastante elogiada, mas o nome nada tinha a ver com a nova cidade. Mas sempre houve murmúrios sobre uma possível mudança no nome para trazer mais identidade entre a franquia e a cidade.

O novo dono da equipe, Tom Benson, resolveu então colocar em prática esse plano. A ideia inicial era “comprar” o nome Jazz, mas Utah recusou-se a mudar seu nome (O primeiro time de New Orleans foi o Jazz que posteriormente mudou-se para Salt Lake City).

Depois de longa pesquisa foi escolhido o nome “Pelicans”, já que o pelicano marrom é a ave símbolo do estado da Louisiana onde fica New Orleans. No dia 24 de janeiro foi confirmada a mudança que entrará em vigor na temporada 2013-14.  As novas cores serão azul, dourado e vermelho pertencentes a bandeira do estado da Louisiana.



Com isso, o time tentará atrair mais torcedores da cidade e do estado mantendo os torcedores que a franquia acumulou em seus 25 anos de existência. Mas será se essa tática funcionará?

A cidade de Charlotte tem um novo time, o Bobcats. E já existem rumores de o nome HORNETS voltar à cidade. Outros rumores ocorrem depois da compra do Sacramento Kings por um consorcio de Seattle que poderia ressuscitar o nome “Supersonics”.

A ideia de associar nome a cidade não é nova, mas a troca de cidade mantendo o nome também não é. Nem a prática exercida pelo agora Pelicans. Em 1995, o Washington Bullets mudou seu nome para Wizards pois o nome era considerado muito ofensivo e violento.

Dos 30 times atuais da NBA apenas 14 mantém o seu nome e cidade desde a inauguração (Boston Celtics, New York Knicks, Toronto Raptors, Charlotte Bobcats, Miami Heat, Orlando Magic, Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers, Indiana Pacers, Milwaukee Bucks, Minnesota Timberwolves, Portland Trail Blazers, Phoenix Suns e Dallas Mavericks).

Portanto, a mudança é uma prática comum na NBA, mas nem sempre tem sido feita da forma correta. Eu sou a favor das mudanças, mas acredito que deveriam haver regras mais rígidas para isso.

Várias soluções podem ser tomadas. Uma seria associar o nome a cidade e aquele nome só poderia ser usado naquela cidade e se outro time viesse para essa cidade ou usaria aquele nome ou criaria um novo nome.
 

A solução menos drástica seria, e por mim a mais correta, estabelecer um tempo mínimo para a equipe ficar em uma cidade ou com um nome. 10 anos seria um prazo razoável para a franquia ficar na cidade e só poderia mudar de nome se mudasse de cidade.

Os donos do New Orleans foram corajosos em admitir que uma marca conhecida no mundo inteiro como o Hornets não tem nada a ver com a cidade e não atrai torcida para eles. Criar um novo nome com uma identidade mais próximo é uma solução interessante, mas arriscada.

Um torcedor do Hornets automaticamente seria torcedor do Pelicans? Em um mundo mais globalizado não basta se contentar no mercado local e sim nacional e quem sabe mundial. Se o Bobcats retomar o nome Hornets, não seria previsível esses torcedores migrarem de volta ao time de Charlotte?

Hoje, o Hornets é apenas a 28ª franquia mais valiosa da NBA à frente apenas de Bobcats e Bucks de acordo com a revista Forbes. Logo, os donos da equipe pensaram em fazer alguma coisa para mudar essa visão já que a simpática abelhinha estava perdendo valor. O pelicano pode ser a salvação financeira para o time mesmo em um mercado pequeno.